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Zina: o preconceito na mídia Por: Christian Moreno 06/11/2009

O caso da prisão do Zina, integrante do Pânico na TV!, ilustra bem que o tipo de tratamento que grande parte da mídia confere a quem tem problemas com drogas depende da posição social que a pessoa ocupa. Exemplos:
O galã global Fábio Assunção é “dependente químico” – e nem na sua entrevista ao Fantástico meses atrás ele expôs que seu vício é em cocaína.
Já o Zina, pobre e morador da periferia, detido pelo uso da mesma substância, é “drogado” mesmo.
O Pânico, aliás, exibiu uma matéria de 20 minutos sobre o caso, alertando para a falta de uma política pública para o tratamento de quem sofre com o vício.
O SBT apela para o BO
Pode uma emissora de tevê criar um programa e colocá-lo no ar no mesmo dia? Se for no SBT, pode.
Foi exatamente isso que aconteceu semana passada. Silvio Santos teve um daqueles “estalos” e resolveu enfiar no horário nobre (22 horas) um telejornal policial. Corre daqui, corre dali, chamaram a apresentadora Joyce Ribeiro, pautaram algumas matérias e pronto: estava feito o Boletim de Ocorrências. Aliás, tem nome mais apropriado?
O programa tem 15 minutos de duração, e tem conseguido bons índices de audiência – já chegou a beliscar a segunda posição.
As manchetes não são difíceis imaginar, coisas do tipo: “Tiros e morte no trânsito”, “jovem drogado estrangula namorada”, “sequestros relâmpago preocupam população”. Ou seja: um cardápio bem light antes de dormir, né mesmo?
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